História do Vinho
< voltar
História do Vinho
Publicada em 26/10/2011
A História do vinho acompanha a história do mundo. Por esse motivo, não podemos apontar uma data para o seu nascimento. É bem provável que tenha surgido por acaso, quando uvas foram amassadas em algum recipiente e esquecidas. Pode-se dizer que o vinho foi a primeira conserva, ou seja, a primeira maneira que alguém encontrou de estender por mais tempo o prazer de saborear uma fruta.
Existem evidências para a afirmação de que o vinho nasceu na Caucásia, região da Mesopotâmia há 6000 a.C. Os egípcios e os fenícios iniciaram sua produção em 3000 a.C. Socialmente, o vinho foi muito importante para o Antigo Egito, pois este era apreciado em sua maioria, pela elite. Assim, muita atenção foi dada à sua produção e ao seu consumo. Os fenícios, grandes comerciantes da época, foram supostamente os que levaram as videiras à Grécia.
Os gregos têm grande responsabilidade na disseminação da videira pelo mundo. Além de ter sido louvado por seus artistas e pensadores, o vinho desempenhou grande importância na religião, tanto que lhe reservaram um Deus: Dionísio, filho de Zeus. Dionísio tornou-se o popular Deus do vinho e da alegria e, de acordo com a mitologia, morria a cada inverno e renascia a cada primavera, acompanhando a renovação da terra e o reflorescer das flores e dos frutos.
Assim como a Grécia, a civilização Romana também tinha seu mito, Baco, cujas festas, os bacanais, eram marcados por exageros de todos os tipos. Os romanos, além de espalharem a produção pela a Europa, tornaram seu consumo acessível à massa. Foram os romanos também que introduziram o estudo sobre os vinhos, a enologia.
Após a queda do Império Romano, o mundo viveu uma época obscura onde os desenvolvimentos tecnológico e intelectual foram encobertos pelos valores da Igreja. Dessa forma, a Igreja Católica passou a controlar todas as etapas da produção do vinho. Isso gerou um desenvolvimento nas técnicas e um alastramento da produção dos vinhedos por toda a Europa, já que todo o conhecimento da época vinha principalmente dos mosteiros.
Deve-se às ordens religiosas a introdução de mudas de videira em novos continentes. Essas mudas logo se adaptaram ao clima da região produzindo bons vinhos, especialmente nas Américas do Norte (Estados Unidos), do Sul (Argentina, Brasil e Chile) e na África (África do Sul). Além de matar a sede, o vinho tinha o propósito de “fazer a missa”, reafirmando o principal objetivo da Igreja para com os nativos das novas terras: a catequese.
Com o advento da Revolução Industrial, o vinho sofre mudanças significativas, tomando a forma moderna que conhecemos hoje, com garrafa, rolha e rótulo. Os vinhos do Porto e de Champagne foram os primeiros a serem engarrafados regularmente.
Entre a década de 1870 até o início do século XX, a história da vitivinicultura sofreu um fato trágico e importante. Trata-se de uma doença parasitária das vinhas, provocada pelo inseto Phylloxera vastatrix, cuja larva ataca as raízes. O inseto foi levado das videiras americanas às européias, causando a destruição de quase todas as videiras na Europa. A salvação foi com as próprias videiras americanas que eram resistentes ao inseto e foram usadas contra o próprio mal que provocaram.
Porém, a enologia moderna começou mesmo com um grande cientista francês, Louis Pasteur, que fez grandes descobertas sobre microorganismos e fermentação. Essas novidades foram fundamentais para o desenvolvimento da enologia.
No século XX a enologia e a vitivinicultura ganharam o apoio da tecnologia proporcionando conquistas que foram usadas para o aperfeiçoamento do vinho. Os avanços da ciência proporcionaram o desenvolvimento da indústria do vinho, permitindo que hoje, o consumo e, principalmente, a produção, tornem-se realidade para os povos de todo o mundo.
» FONTES:
· Tintos e Brancos” – Saul Galvão
· http://www.icout.et/historia.htm
· http://www.facom.ufba.br/com112_2000_1/mitos/dionisio. htm+%22+dion%C3%ADsio+%22&hl=pt-BR
· http://www.academiadovinho.com.br/biblioteca/historia.htm



